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décadas de 1910 e 1920

Vendo o trem passar

Ver o trem passar era programa de domingo. Os antigos moradores contaram ao autor do blog como era o trem da Funilense nos primeiros anos.

Joaquim Prado Jr., último chefe da Estação Barão Geraldo, nos anos 1950.
Joaquim Prado Jr., último chefe da Estação Barão Geraldo, nos anos 1950. · Acervo do blog História de Barão Geraldo (Warney Smith)

Depois da missa na Capela o povo ficava na beira do campo, em frente à estação, esperando o trem. Foi assim que Luis Vicentin conversou pela primeira vez com Catharina Signori.

Amyr Moda contou que em 1918 a passagem custava 300 réis e o chefe da estação era um tal de Canuto. O trem subia às oito da manhã e voltava no começo da noite, com dois vagões de passageiros e o resto de carga: lenha, madeira, mantimento, fruta, cana e açúcar da Usina Ester.

Luiz Gozzi lembrava de umas cinco casas beirando a linha e de gente que corria de medo quando o trem apitava. Sá Maria e Maria Páttaro disseram que tudo tremia na passagem e que o trem buzinava perto da capela. Como ele andava devagar depois da parada, os moradores puxavam conversa com os passageiros.

Onde fica

Arredores da estação e do antigo campo de futebol (local aproximado: O campo ficava em frente à estação. A coordenada é a da Rua Nura Mussi de Camargo Penteado, nos fundos da qual está o prédio da estação.)

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Fontes

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