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1908 a 1926

A Estação Barão Geraldo e o nome do bairro

Até 1908 o ponto de parada se chamava chave Santa Genebra. Com a reforma da Funilense ganhou o nome do barão, morto no ano anterior. O prédio que ainda existe é de 1926.

A estação Barão Geraldo numa foto que o blog data de 1919. Pertencia a César Ferreira, que foi fiscal de linha da Funilense.
A estação Barão Geraldo numa foto que o blog data de 1919. Pertencia a César Ferreira, que foi fiscal de linha da Funilense. · Acervo de César Ferreira, via blog História de Barão Geraldo (Warney Smith)

No começo não havia estação, só a 'chave' Santa Genebra, um desvio entre as fazendas Santa Genebra e Rio das Pedras onde o trem parava. Na reforma que o Estado fez na linha, terminada em 1908, a chave passou a se chamar Barão Geraldo e a do Capão Fresco virou Betel. O nome Barão Geraldo de Rezende já tinha sido dado em 1899 à estação do Funil, mas lá o povo preferiu outro nome, que deu em Cosmópolis.

Primeiro veio uma guarita, mandada construir pela Secretaria de Agricultura. Quando, ninguém sabe: o blog fala em 'por volta de 1912' e, noutro trecho, em algum ano entre 1912 e 1916. Os relatos de quem viveu ali não batem: Luiz Gozzi, que chegou em 1914, e Amyr Moda, de 1916, disseram que já havia estação; Humberto Barbieri jurava que em 1922 só existia uma guarita. Warney Smith acha que todos falavam da mesma estaçãozinha.

A estação oficial, com várias salas e quatro casas anexas, foi erguida pela Sorocabana em 1926 e custou 15:907$864 réis, segundo o relatório da companhia. Foi inaugurada em 18 de setembro de 1926. Ali morou Benedito Aranha com dona Alzira, que teve uma escolinha. Depois que a linha acabou, a casa foi cedida a um ex-funcionário e segue com a família.

Onde fica

Estação Barão Geraldo (prédio de 1926) (local aproximado: Coordenada da Rua Nura Mussi de Camargo Penteado. O prédio da estação fica nos fundos dela, ao lado do Terminal. Hoje é casa particular e não é tombado.)

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Fontes

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