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1899 a 1960

A Funilense, a mãe esquecida

A ferrovia de Campinas ao Funil foi inaugurada em 18 de setembro de 1899 e deu origem a Barão Geraldo e a várias cidades ao norte de Campinas. Em Barão quase ninguém lembra dela.

Trem da Funilense chegando a Barão Geraldo. Foto sem data.
Trem da Funilense chegando a Barão Geraldo. Foto sem data. · Fundo BAG-CMU, via blog História de Barão Geraldo (Warney Smith)

A ideia da estrada de ferro nasceu nos anos 1870, entre fazendeiros do Club da Lavoura de Campinas como João Manuel de Almeida Barbosa, dono da Fazenda Funil. A Companhia Carril Agrícola Funilense foi fundada em 1890 e tinha o Barão Geraldo de Rezende entre os diretores. Ao contrário do que muita gente repete, lembra Warney Smith, a ferrovia não foi obra só do barão.

A obra atrasou com a febre amarela e a queda do café. Só andou quando Campos Salles virou presidente do estado e liberou empréstimo. O primeiro comboio saiu em 18 de setembro de 1899, com Campos Salles já presidente da República. Em 1904 a companhia não conseguiu pagar o Estado e a linha foi encampada. Em 1924 virou de vez um ramal da Sorocabana, que funcionou até 1960.

Da Funilense saíram Cosmópolis, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, Conchal e Paulínia, além de bairros como Betel e Barão Geraldo. Nessas cidades tem museu e data comemorativa. Em Barão, o autor conta que precisava insistir com os antigos moradores para que falassem do trem. Para ele, o trem só 'passava' na vida deles. O historiador também cita a tese de Ana Laura Evangelista e Maria Cristina Schicchi: trilhos arrancados, estações demolidas e a chegada de gente nova apagaram a ferrovia da paisagem.

Onde fica

Prédio da antiga Estação Barão Geraldo (fundos da Rua Nura Mussi de Camargo Penteado) (local aproximado: O ponto é o da Rua Nura Mussi de Camargo Penteado, a chamada rua do Cartório. O prédio de 1926 ainda está de pé nos fundos dessa rua, perto do Terminal Barão Geraldo. Os trilhos foram arrancados e o leito virou rua.)

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Fontes

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Veja também

A estação Barão Geraldo numa foto que o blog data de 1919. Pertencia a César Ferreira, que foi fiscal de linha da Funilense.
1908 a 1926

A Estação Barão Geraldo e o nome do bairro

Até 1908 o ponto de parada se chamava chave Santa Genebra. Com a reforma da Funilense ganhou o nome do barão, morto no ano anterior. O prédio que ainda existe é de 1926.

Joaquim Prado Jr., último chefe da Estação Barão Geraldo, nos anos 1950.
décadas de 1910 e 1920

Vendo o trem passar

Ver o trem passar era programa de domingo. Os antigos moradores contaram ao autor do blog como era o trem da Funilense nos primeiros anos.

O 'último trem', parado ao lado da igreja, em 1962.
1960 a 1968

O último trem

Em 1962 Eugênio Martins fotografou o que chamou de 'último trem', parado ao lado da igreja. Anos depois tirou outra foto do mesmo ângulo, já sem trilho e com carros passando.

Retrato do Barão Geraldo de Rezende pintado por Henrique Manzo.
1870-1907

Geraldo de Rezende, o barão que deu nome ao lugar

Fazendeiro da Santa Genebra e um dos diretores da Estrada de Ferro Funilense. Morreu em 1907, antes de existir a vila que leva o título dele.