O último trem
Em 1962 Eugênio Martins fotografou o que chamou de 'último trem', parado ao lado da igreja. Anos depois tirou outra foto do mesmo ângulo, já sem trilho e com carros passando.
O ramal da Sorocabana, antiga Funilense, foi parando a partir de 1960. A foto de Eugênio Martins, de 1962, mostra a composição atravancando a rua, com caminhões e carros esperando do lado da torre da igreja. Em 1968 ele voltou ao mesmo lugar e fotografou a rua livre.
Quando Warney Smith perguntou a Nicolau Pacci por que tiraram a linha, ouviu que o trem estava 'estorvando'. Nos anos 1950 Barão tinha virado distrito e ganhado estrada asfaltada para Campinas, loteamentos, jardineiras e escolas novas. O autor acha que a linha cortando a vila no meio lembrava o tempo da roça, e a saída dela foi comemorada.
Onde fica
Antigo leito da ferrovia no centro velho, perto da antiga capela (local aproximado: O blog não dá o endereço exato da foto. A linha cortava o centro velho entre a estação e a bifurcação da Av. Santa Isabel com a Estrada da Rhodia. O ponto usado é o da Av. Albino José Barbosa de Oliveira, onde o blog situa a antiga venda do Plínio, perto da estação.)
Fontes
Veja também
A Funilense, a mãe esquecida
A ferrovia de Campinas ao Funil foi inaugurada em 18 de setembro de 1899 e deu origem a Barão Geraldo e a várias cidades ao norte de Campinas. Em Barão quase ninguém lembra dela.
A Estação Barão Geraldo e o nome do bairro
Até 1908 o ponto de parada se chamava chave Santa Genebra. Com a reforma da Funilense ganhou o nome do barão, morto no ano anterior. O prédio que ainda existe é de 1926.
Vendo o trem passar
Ver o trem passar era programa de domingo. Os antigos moradores contaram ao autor do blog como era o trem da Funilense nos primeiros anos.
Geraldo de Rezende, o barão que deu nome ao lugar
Fazendeiro da Santa Genebra e um dos diretores da Estrada de Ferro Funilense. Morreu em 1907, antes de existir a vila que leva o título dele.