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Barão Geraldo, Campinas–SP · Memória & Gastronomia

A Feira que Não Desmonta.
A Memória Viva de Barão Geraldo.

Das águas do Rio Atibaia e os trilhos do trem Funilense à primavera acadêmica de Zeferino Vaz e o aroma de pastel da Praça do Coco: um dossiê imersivo sobre o distrito que fez do boteco a extensão da universidade e conectou suas 23 casas gastronômicas em uma rede viva.

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Pesquisa & Dossiê Vivo · 2026 Distrito de Barão Geraldo Construção Coletiva com Moradores e Bares

Quando e onde é a feira

Praça do Coco · Barão Geraldo, Campinas – SP

  • Sábado das 10h às 16h
  • Domingo das 10h às 15h
Construído com o bairro

Mural da Memória Viva

Toda memória publicada aqui sai com o nome de quem mandou. A história de Barão está nas gavetas, nos álbuns e na cabeça de quem viveu.

“No 22 Barão era um deserto! Só uma chave com uma guarita, 2 ou 3 vendas”

“Oito horas ele subia e no começo da noite ele voltava”

“A gente varria, fazia montinhos, abanava, ensacava e colocava na carroça”

“A terra era muito ruim. Não produzia. Dava muito pouco.”

“Lembro sempre que ele ia buscar água na bica da Areia Molhada”

“Vieram todos meio parentes, unidos!”

Tem foto da Praça do Coco antes de 2000? Seu avô ou sua avó trabalhou na Rhodia ou no Funilense? Qual foi o primeiro bar que você frequentou em Barão? Qual a foto mais antiga que você tem da Albino de Oliveira?

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A história no mapa

Sede e terreiro de café da Fazenda Santa Genebra em 1880.
Cap. I · 1849-1993

Fazenda Santa Genebra

Antes de virar Santa Genebra, a fazenda se chamava Morro Grande. Teve cana, depois café, e no tempo de Geraldo de Rezende estava entre as mais modernas do país.

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O nome de batismo era Morro Grande, um pedaço da velha sesmaria do Rio das Pedras. Francisco Ignácio de Souza Queiroz morreu em 1830 e a terra foi repartida entre as duas filhas. O Morro Grande ficou com Genebra, que em 1849 casou com o primo, o capitão Luis Ribeiro de Souza Rezende. Ela morreu em 1863. O marido largou a fazenda de mão, e a Marquesa de Valença trocou o nome em homenagem à moça: Santa Genebra.

Teve época em que quem mandava no dia a dia era o Toninho, um capataz escravizado. Em 1870 a fazenda passou para Geraldo Ribeiro de Souza Rezende, filho da marquesa, que viveu lá até morrer, em 1907. Nos anos 1840 era tudo cana. De 1852 em diante o café foi tomando o lugar.

Fazenda Santa Genebra (área da antiga fazenda, junto à Mata Santa Genebra) (local aproximado)

Foto: Fundo Princesa Isabel, Biblioteca Nacional. Publicada por Warney Smith no blog História de Barão Geraldo.

Fonte: Barão Geraldo (Wikipédia); História de Barão Geraldo (Warney Smith)

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Trem da Funilense chegando a Barão Geraldo. Foto sem data.
Cap. II · 1899 a 1960

A Funilense, a mãe esquecida

O trem de Campinas ao Funil começou a rodar em 18 de setembro de 1899 e fez nascer Barão e meia dúzia de cidades ao norte. Aqui, quase ninguém lembra dele.

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A ideia do trem veio dos fazendeiros do Club da Lavoura de Campinas, lá pelos anos 1870. Um deles era João Manuel de Almeida Barbosa, dono da Fazenda Funil, que deu nome à linha. A Companhia Carril Agrícola Funilense saiu em 1890, com o Barão Geraldo de Rezende na diretoria. Mas a ferrovia não foi obra só do barão, por mais que se repita isso por aí.

A obra empacou com a febre amarela e com a queda do café. Só destravou quando Campos Salles, presidente do estado, liberou um empréstimo. O primeiro trem saiu em 18 de setembro de 1899, com Campos Salles já presidente da República. Em 1904 a companhia não conseguiu pagar o Estado e perdeu a linha. Em 1924 virou ramal da Sorocabana, e assim ficou até 1960.

Prédio da antiga Estação Barão Geraldo (fundos da Rua Nura Mussi de Camargo Penteado) (local aproximado)

Foto: Fundo BAG-CMU, via blog História de Barão Geraldo (Warney Smith)

Fonte: Funilense: a mãe esquecida de Barão e das cidades ao norte de Campinas (Warney Smith)

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Plínio Aveniente em retrato 3x4, sem data.
Cap. III · 1909 a 1956

Plínio Aveniente e a leiteria

Italiano de Pisa, o Plínio abriu uma venda perto da chave Santa Genebra lá por 1909 e pôs vaca no pasto onde hoje é o centro de Barão. Depois foi vendendo a terra em pedaço, a prazo.

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Plínio Aveniente nasceu em Pisa, em 19 de outubro de 1879. Morou no oeste de Campinas, provavelmente em Matão, que hoje é Sumaré. Pelos 30 anos abriu uma venda perto da estação, quase na divisa da Santa Genebra com a Rio das Pedras. Da Rio das Pedras comprou uns 20 alqueires de pasto do outro lado da linha, pôs as vacas e montou a leiteria. Depois juntou mais 2 ou 3 alqueires do lado da venda, onde hoje ficam a Vila Mokarzel e o José Martins. Somando, uns 22 alqueires.

A casa era de pau a pique. A mulher dele, Ema Carraro, dizia que ali 'os bichos iam comer em casa'. O caçula, Plínio Jr., lembrava do pai indo buscar água na bica da Areia Molhada, que hoje é a entrada da Vila Costa e Silva. Na família ele era o 'Primo'.

Venda e sede da leiteria de Plínio Aveniente, perto da estação (local aproximado)

Foto: Acervo do blog História de Barão Geraldo (Warney Smith)

Fonte: Mini Biografia de Plínio Aveniente (Warney Smith); Os primeiros Vicentin de Barão (Warney Smith); A Colônia Xadrez e outras antes da formação de Barão Geraldo (Warney Smith)

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Centro de Barão Geraldo em 1992.
Cap. IV · 1953

Barão vira distrito

Barão ganhou luz na rua e virou distrito em 1953 porque uma turma de moradores, com o juiz de paz Hélio Leonardi na frente, não largou o osso.

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Nos anos 1940 começaram a lotear os sítios do Agostinho Páttaro, do Modesto Fernandes e do Luis Vicentin. Morador antigo e gente que chegava com cabeça de cidade se juntaram numa Comissão Representativa de Cidadãos. Na frente estava o Hélio Leonardi, juiz de paz, junto com Guido Camargo Penteado Sobrinho, Edgar Prado, Joaquim Prado, Salomão Mussi e Nicolau Pacci.

A comissão trouxe a iluminação pública em 1949, correu atrás de indústria e pediu que Barão deixasse de ser bairro rural. Quem assinou foi o governador Lucas Nogueira Garcez. A data muda conforme onde se lê: um trecho fala em 30 de setembro de 1953; outro cita a Lei estadual 2.456, de 30 de dezembro de 1953, que tirou o território do distrito sede de Campinas.

Subprefeitura de Barão Geraldo

Foto: Warney Smith, 1992. CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Fonte: Barão Geraldo (Wikipédia); Apresentação e Introdução da Página História de Barão Geraldo (Warney Smith)

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Barão Geraldo visto da parte de fora do campus da Unicamp, 2007.
Cap. V · 1960-1966

A Unicamp chega

Moradores pediram que a universidade ficasse nas terras da Rio das Pedras. Saiu uma doação de 30 alqueires, oficializada por um cruzeiro, e a pedra fundamental em 1966.

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O corretor Honório Chiminazzo contou ao Centro de Memória que, a partir de 1960, ofereceu vários terrenos a Zeferino Vaz e à comissão que ia instalar a universidade. Hélio Leonardi e Manoel Sidrônio contaram outra parte: foram os moradores que pediram para a universidade vir para o cafezal Santa Izabel, na Fazenda Rio das Pedras.

Em 1963 o grupo foi pedir a João Adhemar de Almeida Prado. Ele ofereceu 15 alqueires, a comissão de Zeferino não aceitou, e os moradores pediram mais 15. Em 1965 fecharam a doação de 30 alqueires. Para andar mais rápido, fizeram contrato de compra e venda por Cr$ 1,00.

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Foto: Fasouzafreitas, 2007. CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

Fonte: Barão Geraldo (Wikipédia)

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Cap. VI · hoje

Praça do Coco

Praça do centro de Barão, ao lado da Vila Ninoca. É onde a Feira de Barão acontece aos sábados e domingos.

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As fontes que temos falam pouco da Praça do Coco. Warney Smith cita a praça uma vez, para localizar a Vila Ninoca, um dos núcleos do centro, que fica ao lado da Praça do Coco e da creche. A Wikipédia não traz nada sobre ela.

Hoje é na Praça do Coco que acontece a Feira de Barão, aos sábados das 10h às 16h e aos domingos das 10h às 15h.

Praça do Coco

Fonte: Barão Geraldo 100 anos (Warney Smith)

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E a história continua

A memória que falta é a sua

Lugares, famílias e causos, cada um no mapa com o Street View de hoje. O que ainda não está lá pode estar na sua gaveta.

Cronologia Documental

A Linha do Tempo de Barão Geraldo

Mais de um século de história moldando o distrito mais acolhedor e intelectual do interior de São Paulo.

1870–1907

Fazenda Santa Genebra

Geraldo Ribeiro de Sousa Rezende (o Barão de Rezende) consolida a cafeicultura e a preservação da mata nativa.

1899

Estrada de Ferro Funilense

Inauguração do ramal ferroviário ligando Campinas a Cosmópolis, cortando o vilarejo com a Estação Barão Geraldo.

1953

Criação do Distrito

A Lei Estadual nº 2.456 de 30 de dezembro de 1953 cria oficialmente o Distrito de Paz de Barão Geraldo.

1966

Fundação da Unicamp

Zeferino Vaz instala a universidade, atraindo intelectuais do mundo inteiro e forjando a boemia dos "botecos pensantes".

1999

A Kombi da Praça do Coco

Seu Valdir dos Santos inicia a venda de água de coco na Praça Irmã Carmela Stecchi, revitalizando o coração do bairro.

2002

Feira de Arte e Cultura

Artistas e artesãos oficializam a Feira da Praça do Coco aos fins de semana, unindo pastel, cerâmica e chorinho.

Infraestrutura Comunitária

Como a Nossa Tecnologia Protege a Gastronomia de Barão

Desenvolvemos um sistema operacional próprio para que os bares do bairro continuem cheios no fim de semana, com lucro auditado e sem pagar comissões abusivas a grandes plataformas.

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O cliente reserva pelo site e a casa recebe o aviso no WhatsApp na hora. Sem aplicativo, sem comissão por mesa.

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Avaliações no Google

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Quem visita o site pode se inscrever para receber novidades e promoções, com consentimento confirmado por e-mail (LGPD).

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Quero o Plano Site
EM BREVE · LISTA DE ESPERA
Site + Gestão

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Construído em Barão Geraldo

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