Fazenda Rio das Pedras
A outra fazenda grande de Barão. Foi sendo vendida aos pedaços e virou boa parte dos bairros do distrito. O casarão é tombado desde 2003.
A origem das terras tem mais de uma versão. Historiadores como Melo Pupo e Jolumá Brito falam de uma sesmaria registrada em 1799 para os irmãos Souza Queiroz. Já a família do barão contava que as terras vizinhas, do Morro Grande, tinham sido compradas por volta de 1660 por uma faca, um ponche e 19$500 réis.
Na partilha entre as irmãs, Isabel Augusta casou em 1847 com o juiz Albino José Barbosa de Oliveira, que depois seria conselheiro do Império. A Rio das Pedras ficou com esse ramo da família. Segundo a Wikipédia, ela nunca pertenceu ao Barão Geraldo.
Ao contrário da Santa Genebra, a Rio das Pedras foi sendo loteada aos poucos e deu origem a vários bairros. Mais tarde foi de João Adhemar de Almeida Prado, que recebeu visitas como Juscelino Kubitschek e a rainha Elizabeth II, e doou a área do campus da Unicamp.
O casarão, as cinco matas e as duas lagoas da fazenda foram tombados pelo Condepacc em 13 de novembro de 2003.
Onde fica
Casarão da Fazenda Rio das Pedras
Fontes
- Barão Geraldo — Wikipédia
Veja também
Fazenda Santa Genebra
Antes de se chamar Santa Genebra, era a Fazenda Morro Grande. Foi de cana, depois de café. Na mão de Geraldo de Rezende ganhou máquinas modernas e colonos europeus.
O primeiro loteamento da Rio das Pedras
Uma planta de 500 alqueires divididos em lotes, começada por Luiz Albino em 1910 e liberada oito anos depois. Para Warney Smith, é daí que Barão começa.
A Colônia Xadrez
Colônia de trabalhadores do cafezal plantado em xadrez na Fazenda Rio das Pedras. Para Warney Smith é a principal raiz de Barão Geraldo, anterior à própria estação.
A Unicamp chega
Moradores pediram que a universidade ficasse nas terras da Rio das Pedras. Saiu uma doação de 30 alqueires, oficializada por um cruzeiro, e a pedra fundamental em 1966.