Pular para o conteúdo
fim do século 19 a 1940

A Colônia Xadrez

Colônia de trabalhadores do cafezal plantado em xadrez na Fazenda Rio das Pedras. Para Warney Smith é a principal raiz de Barão Geraldo, anterior à própria estação.

A Colônia Xadrez na aerofotografia de 1940: as casas em fileira à esquerda e a mata do atual Jardim Afife à direita.
A Colônia Xadrez na aerofotografia de 1940: as casas em fileira à esquerda e a mata do atual Jardim Afife à direita. · Aerofotografia de 1940 do Ministério da Agricultura, acervo da Prefeitura de Campinas, via blog História de Barão Geraldo (Warney Smith)

O cafezal em forma de xadrez foi plantado no último quarto do século 19 na ala oeste da Rio das Pedras, entre o atual Jardim Afife e a praça do Burato. Quem cuidava dele era Antônio Jacobina, genro do Conselheiro Albino. A colônia ficava a uns 3 quilômetros da chave Santa Genebra. Moravam ali italianos, brasileiros e algumas famílias negras, descendentes de escravizados.

Antônio Páttaro chegou criança em 1922 e lembrava de duas fileiras de seis casas, doze famílias. Citava Zé Níquel, Egídio Crispim, o espanhol Arthur Moretti, Totó Babre, Victorino Ferrari e João Buratto. Levantavam às 5 da manhã para a carpa. Páscoa Ferrari, que nasceu no Xadrez em 1921 e casou com ele, contou que cada família tocava de 10 a 20 alqueires e anotava em casa o que colhia, e o feitor também anotava.

Entre 1918 e 1922 sitiantes começaram a comprar terra no Xadrez. Giuseppe Soprano pagou 50 contos por 12 alqueires em 1918, que pegavam quase toda a atual Vila Santa Isabel. Aristodemo Barbieri chegou em 1922. Os dois descreveram café velho e terra cansada. Humberto Barbieri, filho de Aristodemo, contou que a família trocou o cereal por fruta e raiz, e quem tinha café passou a plantar eucalipto.

Onde fica

Colônia Xadrez, atual Rua Carlos Diniz Leitão (local aproximado: A colônia não existe mais. Pela aerofotografia de 1940, as casas ficavam onde hoje passa a Rua Carlos Diniz Leitão. A coordenada é a dessa rua.)

Ver no mapa ↗ Street View agora ↗

Fontes

Tem foto ou correção sobre isto? Mande no WhatsApp

Veja também

Antônia Vancin e Ângelo Vicentin, foto da lápide no Cemitério da Saudade.
1888 a 1928

Os primeiros Vicentin: Ângelo e Antônia

Ângelo Visentin e Antônia Vancin vieram de Treviso em 1888, voltaram para a Itália, vieram de novo e em 1909 compraram um sítio de mata na Fazenda Quilombo. São os pais de Luis Vicentin.

Casarão da Fazenda Rio das Pedras, tombado pelo Condepacc em 2003.
1799-2003

Fazenda Rio das Pedras

A outra fazenda grande de Barão. Foi sendo vendida aos pedaços e virou boa parte dos bairros do distrito. O casarão é tombado desde 2003.

Plínio Aveniente em retrato 3x4, sem data.
1909 a 1956

Plínio Aveniente e a leiteria

Italiano de Pisa, Plínio abriu uma venda perto da chave Santa Genebra por volta de 1909 e criou vacas no pasto que hoje é o centro de Barão. Depois vendeu a terra em pedaços, a prazo.

Planta dos terrenos da Fazenda Rio das Pedras a serem divididos em lotes.
1910-1918

O primeiro loteamento da Rio das Pedras

Uma planta de 500 alqueires divididos em lotes, começada por Luiz Albino em 1910 e liberada oito anos depois. Para Warney Smith, é daí que Barão começa.